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Sozinho No Mundo / Capítulo 1 Relembrar a noite passada / Lia Helena Giannechini

Relembrar a noite passada…

Acordo com as memórias dos prazeres da noite passada em minha cabeça.

Há muito tempo eu e Helena não tínhamos momentos tão bons. Contrastava com as últimas vezes que nos vimos, onde tudo parecia um tédio. E, eu sabia que não era por culpa dela. Percebia que meu enfado pela vida não dependia de sua presença. Ao contrário, ela era meu porto seguro, meu oásis, como parecia aquele buraco na parede que refletia a única gota de luz solar, que se atrevia a roubar minha escuridão matinal, que eu amava tanto. Já estava amanhecendo e os raios do sol invadiam o quarto, dizendo que já era hora de me levantar. Ele parecia muito mais vigoroso que eu, nesse momento. Só queria ficar recordando aqueles beijos molhados, quentes e excitantes que ela me lançou assim que nos vimos. Isso era tão bom!

Ela prendeu seus braços em volta de meu pescoço e com suas carícias em beijos sublimes, introduziu sua língua morna, em minha boca, explorando minha surpresa e arrancando de mim sensações de prazer que reverberaram em todo meu corpo, fazendo meu desejo de estar com ela nua ir às alturas. Mas, tínhamos um longo caminho pela frente. Esse era nosso primeiro contato, daquela noite que já parecia gloriosa.

A gota invasora estava cada vez mais forte, fazendo-me lembrar que já era hora de ir tomar meu banho matinal. E, eu naquela preguiça toda, lutava com a intensidade dela, para que aquele momento que eu recordara, não acabasse jamais. Mas, não podia faltar ao trabalho. Agora não era hora de me perder nas gostosuras dessa mulher, por quem eu estava completamente apaixonado, embora ela fazia parte do pacote que eu estava inserido.

Lembrando da sensação inebriante que a dança com ela me produziu, fui ao chuveiro. Tinha, ainda fresca, a ideia de sua mão em meus ombros, seu corpo aconchegado ao meu, enquanto dançávamos a salsa, tão elegante. Suas cadeiras balançando associadas ao ritmo de meu quadril que dançava em passos determinados, fazendo com que suas ancas se misturassem a minha cadência e meu frescor e, além disso, ainda posso reviver esses bons momentos de entrega que ela me proporciona, sempre que dançamos juntos. Esses ritmos latinos deixam-nos mais próximos. Ela nunca esteve na Colômbia, mas lá, eles dançam nas ruas. E todas as mulheres balançam as cadeiras assim. Aqui, no Brasil, nem sempre elas acompanham esse compasso tão marcado e tão sedutor.

As gotas de água começam a cair em meu corpo, dizendo que é hora de me conectar com o agora. Já chega de lembranças boas. É tempo da dura realidade de ter que matar o coelho de todo dia, para que as refeições sejam lautas. No entanto, se eu não precisasse trabalhar agora, ficaria relembrando o resto da noite que tinha sido mais que ardente, fenomenal. A vida reserva boas lembranças quando deixamos os momentos gostosos tomarem conta de nossas sensações e esquecemos de todo o resto, mesmo que seja por algumas horas. Nosso oásis de alegria, que nos alimenta e nos protege para que a luta diária tenha sentido.

A minha… bom, essa não tem tido muito sentido, não. Cada conquista profissional já não me agrada mais como antes. E sei que tudo isso é culpa de minha mãe, que precisava de um filho notável, para pôr em seu currículo mais esse feito.

Ao ensaboar minha cabeça, as sensações de peso e desânimos recomeçam. Oh! Vida triste essa que eu me deixei levar. Chegar no escritório a cada manhã, tendo que criar uma campanha de marketing digital para as empresas, deixam-me entediado. Esse Facebook, só anda nos atrapalhando com suas mudanças. E o Google resolveu nos embaralhar mais uma vez nessas métricas, que nada mais são do que o alcance que conseguimos com nossas postagens, para divulgar a marca ou produtos, duas coisas tão distintas, que a empresa nunca dá o seu devido valor. Apenas querem que venda, mas esquecem que a empresa tem que permanecer no tempo e, na trajetória, ganhar espaço no coração dos clientes, fidelizando suas compras em nossa companhia…

Nossa empresa? Eu devo estar maluco mesmo. Se fosse minha, seria muito diferente de tudo o que eles fazem lá. Nesse mundo globalizado e digital, os donos perderam a mão de seus negócios quando não atualizaram seus procedimentos de administração em todos os setores da empresa.

Água morna caindo no corpo, deixa a esperança de ser um dia bom…

Desligo o chuveiro, pego a toalha e uma sensação esquisita percorre meu corpo todo… Como se fosse acontecer alguma tragédia. Oh! Sensação estranha essa. Que começo de dia tão esdrúxulo. Mas, estou falando em português. Esquisito mesmo, de excêntrico, inusitado, fora do normal. Não é espanhol, que é bom, esse esquisito. Não estou achando nada agradável essa sensação de domingo de manhã.

Não ouço barulhos vindos da rua. O que houve? O pessoal se esqueceu de que hoje é quarta-feira, dia de trabalho e de jogo?

Escolho minha melhor roupa, porque tenho uma apresentação aos diretores, dessas inovações que foram feitas no Facebook e no Google. São as hashtags que vão comandar o que aparece nos perfis e nos androides. Meu terno azul turquesa agora me vai muito bem, porque deixa esse frescor de inovação que está em minha mente, com a camisa branca de riscas acinzentadas, cintos e sapatos azul marinho, e a gravata azul marinho com fios dourados, dão um toque de elegância ao meu visual que eu sou tão cuidadoso. Em minha cabeça tudo é muito simples, no entanto, não creio que seja assim para todas as pessoas da diretoria, que mais parecem mortos vivos. Não sabem nada do mundo atual e querem que a empresa sobreviva sem fazer nada para ela atravessar o tempo em que está inserida e chegar ao futuro com a promessa de estar funcionando e ainda obtendo lucros. Deixassem suas mulheres no comando, que não estariam morrendo, como estamos, porque elas tem sede de novidades e capacidade pra se reinventar sempre que for preciso e, mesmo que não tivessem essa competência, estariam muito melhor equipadas para o futuro, porque sabem pensar nele e olhar longe, com a distância de uma sequência de ações futuras todas programadas. Elas não vivem só para o momento.

As hashtags vão comandar onde nossos produtos chegam. Isso é complicado de explicar às diretorias. Elas teriam mais chance nesse mundo globalizado por conta da capacidade de se ater às minucias.

Lá vou eu fazer o café após calçar os sapatos. Mas, que dia tão estranho!!! Onde está o barulho da cidade que acorda feito um vulcão em erupção todos os dias? Não estamos falando de uma cidade pequena. Estamos na capital. E, o que houve hoje?

Esqueço os sapatos e saio correndo, vou de chinelo até lá em baixo e ligo a TV para saber notícias. Será que todo mundo foi embora e me largaram aqui? Ideia absurda essa, falando sozinho…

Ligo a TV e nada de aparecer imagens.

Olho o celular, canal de notícias e não tem nada. Nenhuma chamada, nenhuma notícia.

Isso é estranho demais…

Saio de meias até o quintal e parece que os vizinhos não estão. Não sei o que pensar.

Vou tomar meu café e verificar depois o que aconteceu… Deve ser alguma pane no satélite de comunicação e os celulares TV e rádio não estão no ar.

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Mulheres da família

 lia natal

FAMÍLIA DE MULHERES FORTES
Minhas bisas !!!
Não conheci nenhuma
Apenas sei…
Que, como todas nós, 
Eram mulheres fortes
Daquelas que a vida
Vai batendo
E elas levantando
E sacudindo a poeira
Num eterno recomeço.

Minha avó
Mulher de fibra
Costurando teceu a vida,
Formando filhos,
Ensinando sempre,
Tudo o que sabia
Dessas andanças
Que fazem a roda
Acontecer sempre
Onde estiver.

Minha mãe
Uma mulher sem igual
Sua forma foi atirada
Ao fundo do mar..
Mas sobrou sua arte..
Pra contar sua história
De mulher guerreira
Que no caminhar
Deixou suas marcas
Por onde passou

Minha filha linda
Aprendeu como eu
A lutar e não desanimar..
Mesmo que as agruras
Sejam assim
Do tamanho de montanhas sem fim ..
Ela aprende tudo o que pode..
E com isso
Faz da netinha
Uma personalidade sem par
Que desde cedo
Já sabe o que quer

Minha neta Caroll
É um doce de gente..
Puxou a família
Personalidade forte
De mulher guerreira
Que não se abate com a vida..
E faz ela acontecer
Onde estiver
Com quem puder..

E assim
De geração em geração
As mulheres seguem esse rumo
Abraçando o infinito
Saltando de cada cume
Rumo a viagens
Tão desconhecidas
Falando sempre
O que querem

E como querem..
Assim são….
Nossas mulheres

E nossos homens,
Filhos e netos tão lindos,
Gerados com tanto amor.. .
Aprendem a dar
O devido valor
A essas guerreiras
Que não tem medo
De sozinhas enfrentarem esse mundo
E levarem
A vida em frente..
Sempre com muito amor..

festa natal

 — com Izabela Garbino,Jose FaganelloMarcia GiannechiniJenny FaulbornIvo Giannechinni.

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AS LUZINHAS VERDES DO MEU COMPUTADOR Diário da Maturidade (61) de Sergio Clos Uma réplica de Lia Helena Giannechini

janela Avi Belaish

Faz algum tempo que minhas luzinhas verdes acenam para amigos. Alguns, muito queridos, daqueles onde o coração mora junto.

Mas, quando adolescente, em cada esquina que dobrava, existia uma esperança de encontrar aquele mocinho lindo, que ficava observando-me pela janela. E eu sabia que era para mim. Minha irmã ainda era nova para pensar nesses detalhes. Ela brincava com bonecas e eu sonhava na janela. E quando saía para buscar pão na padaria (isso eu podia fazer todos os dias, meus pais não me impediam), rezava para encontrar o moço que me observava.

Um dia o padeiro me surpreendeu. Ao sair com o pão, ele saiu do caixa e foi me acompanhar de volta a minha casa e me convidou para encontrar com ele na praia no sábado à tarde. E eu lhe disse, não posso. Esse é um horário que meu pai está em casa e eu não posso sair. Mas, a verdade era porque o mocinho da janela me fazia bater o coração mais forte.

E em cada saída, o coração se apertava. O sangue me ruborizava, só de pensar que ele podia estar lá na frente de casa, na rua, observando-me. Um dia, ao descer, saí do elevador e ele estava do outro lado da calçada vigiando minha sacada. E eu quase morri de susto. Mas, o que fazer para falar com ele? Não sabia seu nome. Não conhecia nada dele. Como falar? Fiquei em suspenso, pedindo para que ele me notasse ali na porta do prédio. E ele, firme e seguro, olhava a janela do meu apartamento.

Fiz alguns barulhos quando cheguei à porta, abrindo-a. Mas ele seguia obcecado, com olhar fixo para o alto, completamente desatento ao que se passava ao seu redor. Tentei mais uma vez tossindo. Deixei cair minha carteira no chão. E nada dele olhar para a porta do prédio. O elevador subiu. E desceu. E algumas pessoas saíram. Ficaram me observando: o que eu fazia parada na porta mirando um garoto que olhava para uma janela, fixamente. Cochichavam, e eu sem ter escapatória tive que ir, olhando de vez em quando, para trás, para ver se ele me notava… E lá no final da rua, quando ia dobrar a esquina, o garoto ia embora, em direção oposta a minha sem me ver…

E hoje, quando acende uma luzinha eu vou logo dizendo:  – Ola!! Boa noite… Como vai? Não quero mais perder a oportunidade de conhecer pessoas que eu tenho certeza que vou gostar, como acho que gostaria do garoto da janela. Depois de um tempo aceitei o pedido do padeiro. Mas na praia  de mãos dadas, ele querendo me beijar a qualquer custo, percebi, que eu ainda não estava pronta pra essa coisa de namorar, como o padeiro queria. Era época dos flertes da janela ainda.

Diário da Maturidade (61)

AS LUZINHAS VERDES DO MEU COMPUTADOR de Sergio Clos

Foi há muito tempo. Era eu um adolescente. Nas andanças pelo bairro, não raramente, olhava a janela de certa casa na esperança de ver a guria que tinha me balançado. Às vezes pegávamos o mesmo ônibus e havia, mesmo que timidamente, uma troca de olhares.

Para mim era importante, para ela, não sei. Havia uma admiração, um amor platônico, coisa de guri. A guria era tri bonita. Quando minha mãe pedia para eu ir ao armazém, fazia o caminho mais longo só para olhar se a janela estava aberta e torcendo para que ela estivesse em casa.

O tempo passou e eu já nem lembro mais que fim levou essa história. Ela não ficou comigo e também não sei se ela havia me notado.

Décadas passaram e cá estou eu em frente à tela do meu computador na rede social. No canto direito da tela têm umas luzinhas verdes indicando quem está online. As andanças que fazia no bairro foram trocadas pelas caminhadas virtuais. As luzinhas verdes são as janelas abertas de antigamente.

E, não tem jeito, tem uma luzinha em especial que eu torço para estar acesa. E, quando está, abro o inbox e fico vacilando se mando ou não uma mensagem. É como antigamente, chegava até o portão da casa da guria e titubeava também. Não sabia se a chamava ou não. Às vezes o cachorro me dava um corridão. Hoje, no inbox não tem cachorro, mas tem a indiferença, o que é bem pior. Prefiro mil vezes o cachorro! O máximo que consigo é ser visualizado e depois um silêncio que dói. Porcaria de tecnologia!
Vou andar pelo bairro. Talvez a janela esteja aberta.
E, o mais dramático de tudo isso é ser envelhescente e adolescente ao mesmo tempo!
Sérgio Clos

POEMA DO TEMPO

No passar do tempo
No tempo sem vento
Na calçada
Sem pedra
Nos meandros
A baderna
Na Lua sem diamantes
Do amante
No conluio
Vou pra casa
Na vidraça
Já olho sem graça
O banco está vazio
Que frio
Passa das cinco
O sabiá com afinco
Me zonzeia
Divagar não me chateia
O tempo é que me odeia

Sérgio Clos

Enviado por Sérgio Clos em 21/07/2015

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

pintura janela de abi halaish

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Paz para Poder Sorrir / Homenagem a Ana Cristina

flores-roxas-em-campos

Ana, querida

Tocar a vida

Sentir,

Viver,

Lindas Palavras

Mas é preciso

Paz para poder sorrir

E assim nessa história

Que  hoje começa

Traz a alegria

De ser a vida

De ser vivida

E seguir em frente

Tira o tempo

E as agruras

Trazendo a paz

Para poder sorrir

Ano Lindo

Nova semente

De amor e paz

Paz para poder sorrir  

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POESIAS CONTEMPORÂNEAS II – LANÇAMENTO

EU, Ayrton Mugnaini Jr., Thais Matarazzo, E MAIS UMA TRUPE DE ESCRITORES, VAMOS ESTAR NO DIA 9 DE JULHO NO RESTAURANTE GIOGIA CAFFE, NO INSTITUTO ÍTALO-BRASILEIRO, À RUA FREI CANECA, 1071, LANÇANDO O LIVRO POESIAS CONTEMPORÂNEAS.
O Ayrton Mugnaini Jr.,COMO SEMPRE, SURPREENDE, COMO SEUS REPENTES ENGRAÇADOS, NO PREFÁCIO DA EDIÇÃO. E EU, ENTREGO NELE, ALGUMAS DE MINHA POESIAS,JUNTO COM OUTROS ESCRITORES.
ESTAMOS PEDIDO, PRA QUEM FOR ADQUIRIR NA HORA, QUE
RESERVE AQUI NOS COMENTÁRIOS, PARA NÃO FALTAR LIVROS NA HORA.

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Pense / Lia Helena Giannechini

huble planeta

Pense na alma!!!

Destas que o brilho

Não apaga jamais.

Olhe sua luz!!!

Ela reflete a vida

Que já se adianta

No sol do passado

Além do meio dia.

Pense assim!!!

Que os raios

Transpassam muralhas,

Que mulheres

Nada frágeis

São esteios de luz,

Que transbordam o céu estrelado.

Pense em brincar

Com esse Universo,

Cheio de mil estrelas.

Banhar-se em poeiras,

Voar nas galáxias e

Transpassar as brumas

De planetas estelares.

Pense no grão de areia que somos

E o brilho que temos

Vivo, eterno,  

Enclausurado em corações.

Transborda o teu ser

Mais doce

Somos os atores

Que Deus escolheu

Nesse Universo inteiro

Para fazer brilhar a luz,

Na memória de vida,

No passado das coisas belas

Deitar ao redor

Da árvore da vida,

A luz de espectros em fragmentos

Partilhadas em mil sabores

Do caminhar

De nossa vida e amores

http://www.youtube.com/watch?v=1sD-esC8-R0

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CANÇÃO DO AMANHECER/ RENATO POP MÚSICA E LIA HELENA GIANNECHINI LETRA

Sou lua sou vento,

Sou dança, sou lento

Poesia com talento,

Palavras que tento,

Nas frases do amor

Soltas ao luar

Envolvo meus encantos

E devolvo meus prantos

Na medida da crase

Que o sentindo faz deitar

O passo que não dei,

Nas armaduras do meu ser

Desmontei

O eterno sonhador

Acordei

Na madruga anoitecí

E de cabelo solto

Deixei recobrir meu corpo

De beijos e caricias

Para num espectro ascender

E deitar meu canto

No lago profundo da vida

Que me leva a sorrir

A pensar e a fazer

Uma vida em cada momento

E uma canção

Em cada instante

Que meu ser se une.

A todas as vozes do universo..

E o desejo de você em meu leito

Para o amor completar

A senda do viver

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Amores Infindos/ música e voz Adalton Miguel/ Letra Lia Helena Giannechini

Amores Infindos

Senta ao lado deste teu eu, tão desfalecido

Que lhe foi entregue ao nascer…

Deixa seu braço pousar

Em suas pegadas,

E debruça-te por sobre

Estas conexões invisíveis,

Que te trazem tantos presentes..

De gente tão desconhecida..

Eles afagam teu coração,

Que a alma não se distraia…

Puxando da vida os sabores

Que são tão raros de viver.

Põe-se ao lado desta tua alma,

Deixa o pranto escolher seu manto

E na alma que afaga seu coração

Traz, na medida da sua voz

O alento de seu encanto…

Canta por fim sua melodia

Que um dia chegará ao fim..

Deixa seu rastro

Neste mastro de realezas

Que as bandeiras empunhadas

Trazem ao céu..

Teu céu,

De teus amores infindos…

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PARA ABRIR SEU POTE DE OURO: PODER DOS SÍMBOLOS

Bom dia!!!!

pote de ouro e mensagem

Bom dia!!!!

Olá!!!

Sei que você não me conhece!!!

Mas eu tenho alguns segredos que eu quero lhe contar!!!

Assisti ao filme da vida da J.K Rowling, autora do Harry Porter. Uma das mulheres mais rica do mundo!  E enquanto ela escrevia, ela era professora de inglês porque seus pais queriam que ela tivesse uma profissão. Ela quis ser escritora desde criança, mas seus pais achavam que ela não se sustentaria sendo escritora, e a obrigaram a ter uma carreira profissional comercial. Ela passou privações, necessidade de auxílio do governo para se sustentar enquanto era professora e não arrumava emprego. Mas ela nunca desistiu de sua paixão: escrever!

Mas o filme não conta o principal de sua vida: o acesso ao mundo simbólico. Ela conhecia muito bem todos os símbolos que utiliza em seus livros. E isso a fez milionária. Estes segredos poucas pessoas contam em sua trajetória de vida, porque sente vergonha de dizer que existe uma conexão interna com um mundo mágico, que abre as portas de um encantamento, que parece até meio bobo, quando se fala dele.

Mas o encantamento está ligado a nossa alma, a nossa essência principal. E como ser humano não somos tão diferente de outros seres. É uma questão de alguns símbolos a mais que proporcionam esse estado de concentração prazerosa, ao ver determinados símbolos atuando em nosso ser.

Não são ligados a coisas materiais e sim em forças vivas, que nos ensinam caminhos muito ancestrais, mas todos ligados ao desenvolvimento humano. J.K Rowling soube traduzir nas façanhas de seus personagens, forças vivas, todas simbólicas que nos fazem conectar com uma essência de ser e se desenvolver.

Quando digo que tenho um segredo para lhe contar, falo que estou completamente à vontade para lhe ensinar a acessar esses símbolos dentro de você e faze-los produzirem uma conexão com o mundo (no caso da J.K Rowling foi seu best-seller). E através disso você pode contar com uma força poderosa para ganhar seu dinheiro, com aquilo que é mais rico dentro de você.

Não importa muito em que área você esteja, e o que precisa fazer para ganhar dinheiro. É preciso que você sinta essa força mágica dentro de você atuando, que em qualquer área que esteja trabalhando, ou que queira se dedicar você estará conectado com a essência do ser humano que cria um poder próprio, único, dono de uma força inigualável, porque só você sabe como esses símbolos atuam dentro de seu ser e o efeito que eles fazem.

Nesses próximos dias você irá receber algumas mensagens aonde eu vou lhe contar alguns dos segredos desses símbolos. E você vai conhecer um curso que vou ensinar você a se conectar com todas as forças de seu mundo interno, trazendo o que há de melhor para sua vida. É uma questão de atenção!!! E eu vou lhe ensinar como você pode obtê-la!

Aguardem-me!

Até breve!

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