Publicado em musica, poesias

O silêncio como despedida / Lia Helena Giannechini

“A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração.”

Charles Chaplin

Silêncio como despedida..

Já não há mais amor…

Só resta o mutismo

Da fala que cala

Sem tempo de dizer adeus

Resta apenas o amor

Que se desconstrói

Em gotas de chuva do desamor

Nos braços que nunca me tocou

Dilacerado em lágrimas

Que não se pode chorar

O alento de um novo amanhã

Não desapega o adeus que não se findou

A marca do engano

Da ponte que se partiu

O mastro já  não tem sabor

Na fenda que se abriu

O coração partido

O inimaginável nem aconteceu

O calor se fez gelo

Num sabor de sorvete derramado

Nada pior que este adeus

No silêncio da noite

Chora baixinho

A alma que não se cala

Diante de tantas atrocidades de luta

E vai além do oceano

Cantar suas dores

Na marca dos desamores

Que já não se tumbam ao luar

Silence as a farewell ..
There is no more love …
All that remains is the silence
Speech that silent
No time to say goodbye

It remains only love
That deconstructs
In the raindrops disaffection
In the arms that I never touched

Torn down in tears
You can not cry
The breath of a new tomorrow
Do not let go bye that is not expired

The brand of deception
The bridge that broke
The mast is no longer flavor
In the rift that opened

The heartbreak
The unthinkable happened or
The heat was made ice
In ice cream flavor poured

Nothing worse than this goodbye
In the silence of the night
cry softly
The soul that is not silent
With so many atrocities in the fight

It goes beyond the ocean
Sing his pain
In the brand does not love
No longer fall under the moonlight

Lia Helena Giannechini’s Copyright:
Copyright :: All Rights Reserved Registered :: 2012-03-27 10:44:11 UTC Title :: O silêncio como despedida / Lia Helena Giannechini Category :: Blog Fingerprint :: 3bac7a70c51dbfe35a16e3608430bf839c9474bfc43bcf1e49177f1204d1e455 MCN :: EACR9-KUVD3-8SETR

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Autor:

Lia Helena Giannechini Nasceu na cidade de São Paulo, Brasil. Viveu sua primeira infância no Bairro de Santana, residindo em Santos em sua adolescência, onde estudou no Colégio São José, compondo as primeiras poesias, com a influência de J. G. de Araujo Jorge, nos anos 60. A formação humanista, leva a escolha da profissão de psicóloga. Mora atualmente em Piracicaba, realizando um trabalho como Coaching Social e empresarial, donde nasce a experiência para o livro atual. É autora de um livro de contos, Doido, Eu? Editora clube dos autores, 2012, sobre mendigos e andarilhos, diversos artigos sobre psicologia e o Blog www.alemdooceano.wordpress.com, com todas as poesias e artigosque escreveu. Co-autora do livro Poesias Contemporâneas da Editora Matarazzo,de junho de 2016, com duas poesias inscritas. Sua primeira incursão no mundo das poesias. https://www.skoob.com.br/poesias-contemporaneas-ii-605894ed605932.html Foi convidada por Sylvio Rey Reboledoa ministrar os cursos de introdução ao psicodrama, para lideres comunitários em Cali, Colômbia, pela Casa de Justicia de AguaBlanca, onde recebeu o título de cidadã benemérita em Ginebra, Vale delCauca, pelos serviços prestados à comunidade, que a recebeu de braços abertos em 2010. Já ministrou diversos cursos próprios, como Mitologia Pessoal e a Roda do Zodíaco, Além da Extensão da Mente: Oficina de Criatividade, Mitologia Pessoal – oficina de desenvolvimento humano. Oficina de Coordenação e Desenvolvimento de Grupos, Oficina de Criatividade. Trabalhou como consultora de treinamentos, em empresas como Gerdau e Engebrás. É autora de diversos artigos para o Jornal de Piracicaba de 1985 a 1987. Seu trabalho atual como Coaching prepara o jovem adulto para empreender e transformar seu conhecimento em um negócio próprio, além de desenvolver fases para consolidar as carreiras de jovens profissionais. Seu trabalho com escritora desenvolve projetos com equipes da comunidade. Atualmente faz parte do clube caiubi de compositores, onde alguns parceiros musicam suas poesias, transformando a experiência de letrista, em um processo novo e criativo. Atualmente faz parte do clube caiubi de compositores, onde alguns parceiros musicam suas poesias, transformando a experiência de letrista, em um processo novo e criativo.

13 comentários em “O silêncio como despedida / Lia Helena Giannechini

  1. Incrível Lia, um dia olhei profundamente nos olhos de um amigo e pensei: “É a última vez que vejo esses olhos frios, um dia você vai saber que não fiz nada, que nada aconteceu pra você me tratar assim…” E assim foi a despedida, sem adeus, sem lágrimas, sem sorriso, sem promessa. Só que a falta do adeus, trancou pra sempre a amizade no coração, e ficou impossível esquecer o amigo, depois de muitos anos, reencontrei-o e pude dizer que nada tinha acontecido para tanta mágoa, mas era tarde. Os rumos dado as nossas vidas iam alemdooceano… E sua poesia faz eu reviver tudo de novo…
    Lindo poema, conheces bem a alma humana.
    Su

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      1. oh menina.. que bom voce estar aqui de novo.. foi dificil deixar meus comentários em seu blog, voce tem que me ensinar..

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      2. Que pena Lia! mas é simples postar comentários lá. basta clicar em “comentários” não importa o número que estiver na frente e escrever, de resto funciona como o seu … quando eu aceito o comentário aparece na página…
        Nossa vou adorar ler seus comentários lá… sou tão curiosa!
        Boa Páscoa!
        Su

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      3. Nesta linha, logo abaixo do meu nome nos poemas:
        (Postado por Sueli Rodrigues às 14:04 2 comentários)
        no final de cada postagem.
        Experimenta. Ao clicar em comentários, abre uma janela para você digitar.
        Su

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  2. oi LIA sua poesia me faz lembrar minha infançia. meu unico amigo que tive de verdade, meu avõ amado um dia ele me pegou no colo eu tinha so 5 anos olhou bem dentro dos meu olhos e disse minha querida netinha vc e minha preferida qro levar comcigo qdo partir , para a outra vida esse seu olhar meigo vou mar vc pra sempre….. lagrimas nunca esqueci ate hoje choro de saudade dele…… beijossss

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    1. ola rosaria, que bom voce vir me visistar.. adorei seu comentário.. as despedidas de um olhar meigo assim, leva a gente ser muito mais humanos. São estes afetos partilhados por um momento que fazem a nossa vida se enriquecer…

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