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Transtorno Bipolar / Lia Helena

Transtorno Bipolar

transtorno bipolar 2É uma doença que alterna estados depressivos, onde as pessoas têm uma grande queda de energia, sentindo-se com grande dificuldade para levar a vida à diante, com estados maníacos, onde eles têm uma excitação eufórica, com sentimentos de invencibilidade, chegando a cometer atos de alto risco para sua pessoa.

No Transtorno Bipolar, as alternâncias de estados afetivos, começam lá na infância, O sentimento de não ser aceito pelas pessoas cuidadoras faz com que a criança tente criar um modo de vida, que conquiste a aceitação. Mas esta conquista paga um preço muito alto, determinando que a criança fique extremamente ansiosa. Pode ter crises de pânico, e de birra.

Na vida adulta passa da depressão ao estado maníaco, sem ter sossego. Seu foco, já não é ela própria, é a manutenção da atenção dos outros sobre si mesmo, e passa a aprofundar-se num abismo de tentativas de se sentir aceito, com vazios terríveis, de serem enfrentados, perdendo a esperança e a motivação para a vida, o trabalho, e o convívio social.

Em todas as patologias existem alguns graus de comprometimento da doença.

Qualquer patologia é um distanciamento de sua essência. Quando lidamos com doenças, estamos falando de um comportamento patológico, que distancia a pessoa de seu interior, em primeiro lugar, em segundo lugar de seus sentimentos e em terceiro lugar das relações pessoais, e depois da sociedade como um todo.

Em nossa dimensão humana temos forças de destruição e forças de desenvolvimentos. Elas convivem lado a lado, promovendo estes tipos de distanciamentos afetivos e sociais. O mundo traz para nós o enfretamento destas forças.

Nas patologias a escolha é de fazer o que o outro quer, é ficar longe dos próprios sentimentos, é de se privilegiar o outro, em detrimento de si próprio. No transtorno bipolar esta alternância de sentimentos em relação ao mundo fica muito clara, a necessidade de submeter às forças universais, e não se alinhar a ela. O mundo passa a ser apenas a necessidade da conquista, não o da vivência própria e natural.

O tratamento para este tipo de patologia é associar o remédio a psicoterapia. O remédio faz o efeito de segurar as crises mais profundas, quando o doente tem o risco de vida, tanto na fase depressiva,quando pode tentar se suicidar, quanto na fase maníaca, quando perde a noção dos limites chegando a brincar de roleta russa passando em faróis vermelhos sem parar.

Nesta fase o doente já perdeu a noção do si mesmo. A psicoterapia ajuda a resgatar a noção do eu e seu funcionamento natural. Em Psicodrama, os papéis desenvolvidos vão sendo mais naturais, mais perto de uma noção melhor do eu funcionando no mundo.

 Lia Helena Giannechini/ psicologa/psicoterapeuta/consultora de desenvolvimento humano

www.evoe.com.br

http://liagiannechini.myblog.it

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Autor:

Lia Helena Giannechini Nasceu na cidade de São Paulo, Brasil. Viveu sua primeira infância no Bairro de Santana, residindo em Santos em sua adolescência, onde estudou no Colégio São José, compondo as primeiras poesias, com a influência de J. G. de Araujo Jorge, nos anos 60. A formação humanista, leva a escolha da profissão de psicóloga. Mora atualmente em Piracicaba, realizando um trabalho como Coaching Social e empresarial, donde nasce a experiência para o livro atual. É autora de um livro de contos, Doido, Eu? Editora clube dos autores, 2012, sobre mendigos e andarilhos, diversos artigos sobre psicologia e o Blog www.alemdooceano.wordpress.com, com todas as poesias e artigosque escreveu. Co-autora do livro Poesias Contemporâneas da Editora Matarazzo,de junho de 2016, com duas poesias inscritas. Sua primeira incursão no mundo das poesias. https://www.skoob.com.br/poesias-contemporaneas-ii-605894ed605932.html Foi convidada por Sylvio Rey Reboledoa ministrar os cursos de introdução ao psicodrama, para lideres comunitários em Cali, Colômbia, pela Casa de Justicia de AguaBlanca, onde recebeu o título de cidadã benemérita em Ginebra, Vale delCauca, pelos serviços prestados à comunidade, que a recebeu de braços abertos em 2010. Já ministrou diversos cursos próprios, como Mitologia Pessoal e a Roda do Zodíaco, Além da Extensão da Mente: Oficina de Criatividade, Mitologia Pessoal – oficina de desenvolvimento humano. Oficina de Coordenação e Desenvolvimento de Grupos, Oficina de Criatividade. Trabalhou como consultora de treinamentos, em empresas como Gerdau e Engebrás. É autora de diversos artigos para o Jornal de Piracicaba de 1985 a 1987. Seu trabalho atual como Coaching prepara o jovem adulto para empreender e transformar seu conhecimento em um negócio próprio, além de desenvolver fases para consolidar as carreiras de jovens profissionais. Seu trabalho com escritora desenvolve projetos com equipes da comunidade. Atualmente faz parte do clube caiubi de compositores, onde alguns parceiros musicam suas poesias, transformando a experiência de letrista, em um processo novo e criativo. Atualmente faz parte do clube caiubi de compositores, onde alguns parceiros musicam suas poesias, transformando a experiência de letrista, em um processo novo e criativo.

6 comentários em “Transtorno Bipolar / Lia Helena

  1. Lia, perfeita a tua descrição dos feitos e efeitos do Transtorno Bipolar. Eu só posso te dizer que, para mim, é sofrimento – difícil de lidar -, e é patologia, para a qual procuro tratamento desde adolescente. Como eu te disse, até do Psicodrama eu participei. Foi muito bom – deu para colocar para fora os “bichos” que me atormentam. Estou falando no presente, porque ainda uso medicação aliada à terapia cognitiva. O “enfrentamento” dos meus traumas – a maioria relacionada à fase infanto-juvenil – ajuda, mas é extremamente doloroso (pois alguns, gostaria de esquecer; não, reviver). Eu digo que passei pela vida, e ainda passo, como uma balança desgovernada – ora em cima, ora em baixo; ora no céu, ora no inferno. O equilíbrio é sempre precário e muda de uma hora para outra. Grata pelo convite! Beijos da Silvia

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  2. Que forte sensação visualizar os efeitos do Transtorno Bipolar, assim lendo seus relatos, quase encontro poesia em tão densa imagem que se formou em minha mente, e fico aqui pensando: Como lidar com as pessoas que sofrem desse mal? Me parece tão difícil, não sei se lidar friamente ou se deixar levar pelos emoções, qual seria o melhor jeito de não sofrer, porque eu sei quem está são e convive com pessoas assim, sente muita dificuldade de contornar certas situações.
    Que difícil sua missão Lia.
    Bjs.
    Su

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    1. querida, esta é uma missão, porque tenho a atenção a estes sofrimentos desde minha infancia. A dificuldade é aprender a lidar com eles, e transformar em força, o que eu acabo participando deste tipo de jornada que as pessoas enfrentam. Mas acho que a receita principal é aprender a agir com o coração. Eles sabem bem ler esta linguagem. Na novela

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  3. Se é assim, então estou no caminho certo, sempre deixo o coração falar mais alto que a razão… obrigada… Que missão!!! Fico muito orgulhosa de conhecer uma pessoa assim como você. Acho sensacional seu trabalho… Parabéns!
    Su

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