Publicado em Sem categoria

Biografias/ Faganello

BIOGRAFIAS

José Faganello

 

            “A maioria das biografias empenham-se em explicar a obra a partir da vida, quando o correto é exatamente o contrário: tratar de explicar a vida a partir da obra”. (Ledo Ivo, Confissões de um Poeta)

 

            Biografia é uma palavra de origem grega, vem de Bios (vida) + graphein (escrever) + ia. Refere-se a história da vida de uma única pessoa.

            O primeiro biógrafo que li foi Plutarco, historiador e moralista grego que viveu entre os anos 50 a 120. Foi o maior biógrafo da Antiguidade Clássica, autor de mais de 200 livros, entre eles, “Vidas Paralelas”. Esse livro contém biografias de grandes homens do mundo greco-romano. Fez um paralelo entre figuras de destaque de romanos com gregos, por exemplo, a vida do grande orador grego Demóstenes com a de Marco Túlio Cícero, célebre tribuno romano. O primeiro foi autor das Filípicas, série de discursos contra o pai de Alexandre Magno, Felipe da Macedônia, que se preparava para conquistar a Grécia o que acabou acontecendo. Cícero, por sua vez, deixou-nos as Catilinárias, contra Lúcio Sérgio Catilina, acusando-o de armar uma conjuração para tomar ilegalmente o poder.

            Bisbilhotar sempre foi uma das paixões da maioria das pessoas. Por esse motivo as biografias costumam fazer sucesso. Antigamente escrevia-se sobre quem já havia morrido, aliás, Sofocleto foi cruel com os que se dedicavam a isso: “Os biógrafos e os abutres alimentam-se de cadáveres”.

            Atualmente há muitas biografias patrocinadas pelos próprios biografados ou outras que são impedidas de ser publicadas ou mesmo recolhidas após a publicação, porque o envolvido ou seus familiares não concordam com o teor, quando não exigem valores inaceitáveis para autorizarem a publicação.

            Escrever uma biografia sem ter vivido com o biografado e com um contato que lhe permita ter comido, bebido e jogado com ele com certa freqüência, não espelhará a realidade. Costuma-se dizer: “O homem se revela quando come e quando joga”, ou seja, nos momentos em que nosso lado animal aflora com maior ênfase.

            O ideal seria uma obra escrita pelo próprio biografado, mas que fosse capaz de fazê-la com objetividade, sem ficções, sem perder o entusiasmo criador, como Proust conseguiu.

            Embora Sofocleto tenha sido cruel com os biógrafos comparando-os aos abutres, graças a eles, figuras históricas que falsificaram os textos sobre seus feitos e até conseguiram por certo tempo um culto a sua personalidade, passando-se por salvadores da pátria, acabaram por ser desmascarados.

            Stalin, que durante quase 30 anos governou a União Soviética, com métodos brutais, foi desmascarado quando se publicou que foi ele que mais comunistas matou em seus famosos expurgos.

            O mesmo aconteceu com Mao-Tse-Tung na China. Foi o campeão de mortos, 65 milhões. Quem quiser ver detalhes das atrocidades cometidas leia o épico romance de Chang Jung, quase uma autobiografia – “Cisnes Selvagens”. Nele, ela filha de um dos comandantes de Mao, relata-nos a escravidão que subjugou três gerações de chineses. É um grito de alarme contra o populismo e contra a ditadura de uma maioria fanatizada por falsas promessas.

            Assim como há biografias que relatam maldades, há aquelas que elevam nossas mentes, graças aos exemplos dados pelo biografado.

            A de Abraham Lincoln, por exemplo, mostra-nos um personagem dedicado ao bem, firme em seus princípios, mas sem quer impô-los. Acreditava na realização das necessárias reformas no tempo devido. Conseguiu enfrentar uma Guerra Civil preservando a unidade nacional.

            O espaço disponível não me da oportunidade de discorrer sobre outras personalidades, principalmente algumas do Brasil, como Joaquim Nabuco e Visconde de Mauá.

            Não posso, no entanto, omitir a angústia que assalta a todos aqueles que não estão alienados nesse momento, quando tão grande número, de nossos homens públicos não se pejam de enxovalharem suas biografias com as obras que estão obrando.

jfagao@gmail.com

escritor do caderno de opinoões do JP,

prof. de história

 

Anúncios

Autor:

Lia Helena Giannechini Nasceu na cidade de São Paulo, Brasil. Viveu sua primeira infância no Bairro de Santana, residindo em Santos em sua adolescência, onde estudou no Colégio São José, compondo as primeiras poesias, com a influência de J. G. de Araujo Jorge, nos anos 60. A formação humanista, leva a escolha da profissão de psicóloga. Mora atualmente em Piracicaba, realizando um trabalho como Coaching Social e empresarial, donde nasce a experiência para o livro atual. É autora de um livro de contos, Doido, Eu? Editora clube dos autores, 2012, sobre mendigos e andarilhos, diversos artigos sobre psicologia e o Blog www.alemdooceano.wordpress.com, com todas as poesias e artigosque escreveu. Co-autora do livro Poesias Contemporâneas da Editora Matarazzo,de junho de 2016, com duas poesias inscritas. Sua primeira incursão no mundo das poesias. https://www.skoob.com.br/poesias-contemporaneas-ii-605894ed605932.html Foi convidada por Sylvio Rey Reboledoa ministrar os cursos de introdução ao psicodrama, para lideres comunitários em Cali, Colômbia, pela Casa de Justicia de AguaBlanca, onde recebeu o título de cidadã benemérita em Ginebra, Vale delCauca, pelos serviços prestados à comunidade, que a recebeu de braços abertos em 2010. Já ministrou diversos cursos próprios, como Mitologia Pessoal e a Roda do Zodíaco, Além da Extensão da Mente: Oficina de Criatividade, Mitologia Pessoal – oficina de desenvolvimento humano. Oficina de Coordenação e Desenvolvimento de Grupos, Oficina de Criatividade. Trabalhou como consultora de treinamentos, em empresas como Gerdau e Engebrás. É autora de diversos artigos para o Jornal de Piracicaba de 1985 a 1987. Seu trabalho atual como Coaching prepara o jovem adulto para empreender e transformar seu conhecimento em um negócio próprio, além de desenvolver fases para consolidar as carreiras de jovens profissionais. Seu trabalho com escritora desenvolve projetos com equipes da comunidade. Atualmente faz parte do clube caiubi de compositores, onde alguns parceiros musicam suas poesias, transformando a experiência de letrista, em um processo novo e criativo. Atualmente faz parte do clube caiubi de compositores, onde alguns parceiros musicam suas poesias, transformando a experiência de letrista, em um processo novo e criativo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s