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Amizade/artigo José Faganello (*)

Amizade           

            “Amizade, navio bastante grande para levar duas pessoas com tempo bom, mas só uma, com tempo ruim”. (Ambroise Bierce)

             Entre o momento em que nasce e no qual morre, o homem vive em busca da felicidade. É grande a angústia daqueles que, submetidos a uma busca mística de felicidade eterna, mas como seres humanos, acham o caminho estreito e triste, por mais alegre que ele seja, enquanto o que conduz para os gozos terrenos, mesmo quando estreitos, parecem-lhes alegre e largo.

            Nossa vida é feita de momentos; mal termina um e já estamos em busca de algo melhor. É uma eterna busca.

            Sem dúvida nenhuma a felicidade necessita de ser partilhada. Portanto, para ser feliz é indispensável para ter amigos.

            É tão difícil encontrar verdadeira e duradoura amizade, que achamos ser pura obra de ficção os trechos literários, nos quais são descritas amizades, como a de Rute e Noemi: “Não me instes para que te deixe, e me obrigue a não te seguir: porque aonde quer que fores, irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada.”(Rute 1, 16). O que nos leva assim pensar é a atual realidade. Nossos antepassados privavam, de fato, de amizades tão sólidas e gratificantes ou apenas brindaram-nos com relatos fictícios?

            Atualmente, somos compelidos a valorizar mais o dinheiro, os bens materiais do que no passado. No entanto, já em 1900, Mark Twain, famoso escritor norte-americano, por seu humorismo e ácida crítica social, deixou-nos este revelador trecho: “A sagrada paixão da amizade é de natureza tão doce, constante, leal e duradoura que pode durar uma vida inteira, desde que não lhe peçam dinheiro emprestado”…

            O que se constata, em todos os tempos, são duas situações opostas, que costumam destruir amizades aparentemente sólidas: quando alguém cai na desgraça, vê sumirem os amigos; ou quando se torna poderoso, afasta-se dos antigos amigos, considerados desmerecedores de compartilharem do poder e da pompa.

            Há ainda quem, quando se casa, afasta-se totalmente dos amigos, eles por sua vez agem da mesma forma.

Um novo tipo de amizade está entrando em moda – a amizade virtual, através dos bate-papos pelo computador. Ele tornou-se um instrumento ideal para aqueles que necessitam conversar com alguém, mesmo sabendo que as informações recebidas possam ser falsas, a começar pelo nome e o sexo. Ter um confidente, compartilhar nossos problemas e alegrias, tornou-se difícil na correria da vida moderna. O computador, na calada das madrugadas, solucionou este problema, para muitos. Estas amizades virtuais, na maioria inconsistente, possuem a vantagem de possibilitar a fantasiosas realidades e a ilusão de apenas tempos bons, deixando nosso barco quimérico navegar, carregando a indispensável amizade, que não resistiria ao mau tempo que por desventura passarmos; esta sim, possível realidade.

jfagao@gmail.com

Escritor do JP de Piracicaba

na sessão opinião

prof. de história

 

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Autor:

Lia Helena Giannechini Nasceu na cidade de São Paulo, Brasil. Viveu sua primeira infância no Bairro de Santana, residindo em Santos em sua adolescência, onde estudou no Colégio São José, compondo as primeiras poesias, com a influência de J. G. de Araujo Jorge, nos anos 60. A formação humanista, leva a escolha da profissão de psicóloga. Mora atualmente em Piracicaba, realizando um trabalho como Coaching Social e empresarial, donde nasce a experiência para o livro atual. É autora de um livro de contos, Doido, Eu? Editora clube dos autores, 2012, sobre mendigos e andarilhos, diversos artigos sobre psicologia e o Blog www.alemdooceano.wordpress.com, com todas as poesias e artigosque escreveu. Co-autora do livro Poesias Contemporâneas da Editora Matarazzo,de junho de 2016, com duas poesias inscritas. Sua primeira incursão no mundo das poesias. https://www.skoob.com.br/poesias-contemporaneas-ii-605894ed605932.html Foi convidada por Sylvio Rey Reboledoa ministrar os cursos de introdução ao psicodrama, para lideres comunitários em Cali, Colômbia, pela Casa de Justicia de AguaBlanca, onde recebeu o título de cidadã benemérita em Ginebra, Vale delCauca, pelos serviços prestados à comunidade, que a recebeu de braços abertos em 2010. Já ministrou diversos cursos próprios, como Mitologia Pessoal e a Roda do Zodíaco, Além da Extensão da Mente: Oficina de Criatividade, Mitologia Pessoal – oficina de desenvolvimento humano. Oficina de Coordenação e Desenvolvimento de Grupos, Oficina de Criatividade. Trabalhou como consultora de treinamentos, em empresas como Gerdau e Engebrás. É autora de diversos artigos para o Jornal de Piracicaba de 1985 a 1987. Seu trabalho atual como Coaching prepara o jovem adulto para empreender e transformar seu conhecimento em um negócio próprio, além de desenvolver fases para consolidar as carreiras de jovens profissionais. Seu trabalho com escritora desenvolve projetos com equipes da comunidade. Atualmente faz parte do clube caiubi de compositores, onde alguns parceiros musicam suas poesias, transformando a experiência de letrista, em um processo novo e criativo. Atualmente faz parte do clube caiubi de compositores, onde alguns parceiros musicam suas poesias, transformando a experiência de letrista, em um processo novo e criativo.

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