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Poesias: meu cantinho de poeta

“Doido, Eu?” Coletânea de Contos com participação de Lia Helena Giannechini


O Livro “Doido, Eu???”, é uma coletânea de contos sobre andarilhos e mendigos, que tem como organizadora Lucinda Prado e foi escrito através do olhar da infância de seus autores, congregados a partir do Clube Caiubi de Compositores e vai ser lançado numa festa dos 10 anos do Clube Caiubi, em Moema, no Café Paon, dia 09.06, em São Paulo. Esperamos a presença de Leoni e Zeca Baleiro neste evento. Será sensacional!!!

www.cafepaon.com.br;

dia 09.06

19:00 horas

O endereço é Avenida Pavão, 950 – Moema – São Paulo

Fone: – (005511) 5041 6738 / 5533 5100

Os contos que eu escrevi são “Pedrinhas Cintilantes” sobre a queda do edifício Comurba e o rapto de uma criança na tragédia, ambientados na praça central de Piracicaba.

O outro, “À Sombra do Jatobá”, foi escrito sobre a Rua Apa, na Barra Funda, bairro central de São Paulo, conta sobre o choque cultural do começo da decadência do bairro, na chegada dos imigrantes nordestinos, que traziam  de seus lugares nativos as histórias do cangaço da Bahia, para assustar as crianças.

Quem se interessar, existem ingressos antecipados, através de um projeto muito interessante de participação de financiamento desta festa. Está no site:

http://movere.me/projet o/93-5-premio-caiubi-de-compositores/

Para quem quiser adquirir o livro, escrevam-me, que depois do lançamento eu o enviarei.

Contato para compra pelo e mail: lhgiannechini@gmail.com

 

Versión español

El libro “Loco, yo?” Es una colección de historias de vagabundos y mendigos, que tiene  la organización de Lucinda Prado y fue escrito a través de los ojos de los niños de sus autores, recogidos en Caiubi Club de Compositores y será puso en marcha en una fiesta de 10 años del Club Caiubi en Moema, Café Paon, días 09:06 en Sao Paulo. Esperamos la presencia de Leoni y Zeca Baleiro  en este evento. Será sensacional!

www.cafepaon.com.br;

Fecha:09.06

19:00 horas

 La dirección es Avenida Pavo Real, 950 – Moema – São Paulo

 Teléfono: – (005511) 5041 6738 / 5533 5100

Las historias que escribí son “Piedritas Brillantes” sobre la caída de la Comurba edificio y el secuestro de un niño en la tragedia, aclimatado en la plaza central de Piracicaba..
La otra, “A la sombra de la Jatoba,” fue escrito en la Calle Apa, en el barrio Barra Funda, en el centro del distrito de Sao Paulo, habla sobre el choque cultural de la caries temprana de la vecindad, la llegada de inmigrantes del nordeste del país, traídos desde sus lugares historias de nativos de los bandoleros de la Bahía, para asustar a los niños.
Cualquier persona interesada, puede comprar las entradas con antelación a través de una cuota de financiación del proyecto muy interesante de esta fiesta. Usted está en:
http://movere.me/projet o/93-5-premio-caiubi-de-compositor/
Para aquellos que quieran comprar el libro, me escribe, que después de la liberación voy a enviar.
Póngase en contacto para la compra en correo electrónico: lhgiannechini@gmail.com

English version

The book “Crazy, am I??” Is a collection of stories about drifters and beggars, which is organizing Lucinda Prado and was written through the eyes of children of their authors, gathered from Caiubi Composers Club and will be launched at a party 10 years Caiubi Club in Moema, Café Paon, days 09:06 in Sao Paulo. We hope the presence of Leoni and Zeca Baleiro this event. It will be sensational!

www.cafepaon.com.br;

June 09
19:00 hours
The address is Peacock Avenue, 950 – Moema – Sao Paulo
Phone: – (11) 5041 6738 (11) 5041 6738 5533 5100

The stories I have written are “Sparkling Rhinestones” about the fall of the building Comurba and the abduction of a child in the tragedy, acclimatized in the central square of Piracicaba.
The other, “In the Shadow of the Jatoba,” was written on the Street Apa, in Barra Funda, central district of Sao Paulo, tells about the culture shock of the early decay of the neighborhood, the arrival of immigrants from the Northeast, brought from their places native stories of the highwaymen of Bahia, to scare children.
Anyone interested, there are tickets in advance through a very interesting project financing share of this feast. You are at:
http://movere.me/projet o/93-5-premio-caiubi-de-compositores /

For those who want to buy the book, write me, that after the release I will send.

Contact for purchase by email: lhgiannechini@gmail.com

Lia Helena Giannechini’s Cop
Copyright :: All Rights Reserved Registered :: 2012-05-14 10:57:19 UTC Title :: “Doido, Eu?” Coletânea de Contos com participação de Lia Helena Giannechini Category :: Blog Fingerprint :: b16c49916d793ad210827649eefb138be03acfd379f04eed5e2558d0131f34f9 MCN :: EKASM-5K52L-A39RP

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Badaladas para voar / Lia Helena Giannechini


Badalam
Sinos do mundo,
Neste coração
Que pulsa aturado,
Prenunciando o mergulho
De minha alma,
Até confins ianques,
Que me cingem mulher.

Os sinos dobram,
Ao amor que se apodera,
No sol brilhante do amanhã,
Que me expele,
Ao imenso espaço do paraíso,
No corpo que me faz montar,
O poderoso cavalo alado da insensatez,
E me transporta até terras estrangeiras,
Para me perpetrar com a espada do amor
Meu ser mulher…

As badaladas deste sino apregoam,
O que eu não pude sentir,
Por toda uma vida
De dedicação e amor…
Trazem um espectro de flor inebriante,
No jardim do universo
Que derrama,
Estrelas e cometas,
Que navegam pelo universo
Do amor que aporta,
Eterno e faceiro,
Lindo e travesso,
E me transporta
Aos tempos de leda mocinha.

Blim, blem, blom…
Soa o sino de minha alma,
Sobejando em minha face
Sorriso fulgurante,
Para o mundo
Que desconheço,
Onde o encontro,
Diz-se mais poderoso,
Que o bombear do coração
Até o infinito do universo…

Faz soar este sino,
Remete-me ao princípio
Da marcha ancestral…
Traz alegria para o viver,
Sentir e amar,
A quem me deu tanto prazer…

A corda puxa
Estala sons de carrilhões,
Que emprestam,
A suave brisa dos anjos
Que nos protegem,
Fazendo-me amar
Em nuvens que derramam,
Com todo coração,
Gotas de amor,
Dos céus que nos protegem,
Em coro de um canto,
Que espalham
Beleza e sabor

Estes sinos anunciam
Que não há amor maior,
No encontro de almas,
Que se deleitam no corpo,
De um gozo perfeito,
Que se vertem em gotas de suor,
Nos caprichos dos amantes,
Que fazem o universo
Tremer de amor…

Soa contínuo
O som do carrilhão,
Que derrama seus fluídos
Perpetrando magia,
No amor abrolhado,
Em sons, em poesias,
Em desejos e risos,
Assolando a existência cotidiana,
Entornando paixão,
Vertendo amor,
Neste universo em festa
De um amor eternizado,
Na espera do beijo selado,
Nesta terra de voar!!!

Pealing to fly
Sound
Bells of the world,
In this heart
Pulsating endured,
Heralding the dive
In my soul,
So ends the Yankees,
I gird woman.

The bell tolls;
When love takes over,
In bright sunshine of tomorrow,
I expels,
The immense space of paradise
In the body that makes me ride,
The mighty winged horse of folly,
Which brings me to foreign lands,
To commit myself with the sword of love
My being a woman …

The chimes of this bell proclaim,
What I could not feel,
For a lifetime
Dedication and love …
They bring a range of heady flower,
In the garden of the universe
That pours,
Stars and comets,
Sailing through the universe
The love that brings,
Eternal and coquettish,
Beautiful, mischievous,
It transports me
At times leda girl.

Blim, clang, blom …
Sounds the bell of my soul,
Abounding in my face
Dazzling smile,
For the world
Unknown to me,
Where the meeting,
Said to be more powerful
The pumping of the heart
To infinity of the universe …

This bell is sounding,
Brings me to the principle
Ancestor of the march …
Brings joy to live,
Feel and love,
The one who gave me so much pleasure …

The rope pulls
Pop sounds of chimes,
They lend,
The gentle breeze of angels
That protect us,
Making me love
In clouds that shed,
With all my heart,
Drops of love,
That protect us from heaven,
In a chorus of singing,
spreading
Beauty and flavor

These bells announce
That there is no greater love,
At the meeting of souls,
Who revel in the body,
In a perfect enjoyment,
What are shed in the drops of sweat,
In the vagaries of lovers,
What are the universe
Trembling with love …

sounds continuous
The sound of the chimes,
That pours its fluid
Perpetrating magic
In love sprouted,
In sounds, poetry,
On wishes and laughter,
Plaguing everyday existence,
Spilling passion,
Pouring love
In this universe in party
A love immortalized,
While awaiting the kiss sealed
In this land of flying!

Carinhos / Lia Helena Giannechini

Você me preenche com seus carinhos..

Faz-me sentir mulher

Aporta meu pranto

do fundo do mar

 

Deixa-me viver esta grande emoção,

Seguir a vida com uma canção,

Dizer a nota do coração

E saborear cada segundo no seu chão

 

Traz-me alegrias sem fim

Deixa-me sentir tão linda

Como uma flor que nasce

Em um bosque de ramas entremeadas de amor

 

Eu estou apaixonada..

E sinto você tão perto

Que esta preenchendo todos os meus recantos

De dor e de desamor que eu já vivi..

 

Nosso bosque está nascendo

Mas já é uma explosão de miosótis,

Orquídeas e lírios, coloridos

Com a cor do amor..

 

Brota em nossos corações

A esperança de ter este bosque

Todo florido, regado a amor

E a paixão de viver!!!

 

You fill me with your affection…
It makes me feel like a woman
Brings my tears
the sea floor

Let me live this great emotion,
Follow the life with a song,
Say the note from the heart
And savor every second on your floor

It brings me endless joy
Let me feel so beautiful
Like a flower that grows
In a grove of vines interspersed with love

I’m in love ..
And i feel you so close
This filling all my corners
Of pain and lack of love that I’ve lived .

Our forest is born
But it is an explosion of begonias,
Orchids and lilies, colorful
With the color of love ..

Arises in our hearts
The hope of this forest
Every flower, washed down with love
And the passion to live!

Lia Helena Giannechini’s Copyright:
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Copyright :: All Rights Reserved Registered :: 2012-04-17 10:43:50 UTC Title :: Carinhos / Lia Helena Giannechini Category :: Blog Fingerprint :: c205e2bada2dc70a4d94aebf3c1a0022a778362b92400116ae89305cb6cf4631 MCN :: E9PU3-NXQKM-4X4TC
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Brisa Suave / Lia Helena Giannechini

Tão linda

Esta brisa suave

Chega para amainar

A dor dilacerante

De viver tão só

 

Tão fresco

Este vento,

Balança minhas cadeiras

Explode em versos

Corpo altaneiro

 

Sopra pra viver

Um sibilo de amor

Desabrocha nesta solidão,

Um arrocho de calor

 

Traz pelo pombo-correio

Uma mensagem de sabor

Vida que se cruza

Além do oceano

 

E vira mar

A maré de agonia

Que perscruta

Devaneio ancestral

Da vida que se foi

Na bancarrota do mundo

O silêncio como despedida / Lia Helena Giannechini

“A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração.”

Charles Chaplin

Silêncio como despedida..

Já não há mais amor…

Só resta o mutismo

Da fala que cala

Sem tempo de dizer adeus

Resta apenas o amor

Que se desconstrói

Em gotas de chuva do desamor

Nos braços que nunca me tocou

Dilacerado em lágrimas

Que não se pode chorar

O alento de um novo amanhã

Não desapega o adeus que não se findou

A marca do engano

Da ponte que se partiu

O mastro já  não tem sabor

Na fenda que se abriu

O coração partido

O inimaginável nem aconteceu

O calor se fez gelo

Num sabor de sorvete derramado

Nada pior que este adeus

No silêncio da noite

Chora baixinho

A alma que não se cala

Diante de tantas atrocidades de luta

E vai além do oceano

Cantar suas dores

Na marca dos desamores

Que já não se tumbam ao luar

Silence as a farewell ..
There is no more love …
All that remains is the silence
Speech that silent
No time to say goodbye

It remains only love
That deconstructs
In the raindrops disaffection
In the arms that I never touched

Torn down in tears
You can not cry
The breath of a new tomorrow
Do not let go bye that is not expired

The brand of deception
The bridge that broke
The mast is no longer flavor
In the rift that opened

The heartbreak
The unthinkable happened or
The heat was made ice
In ice cream flavor poured

Nothing worse than this goodbye
In the silence of the night
cry softly
The soul that is not silent
With so many atrocities in the fight

It goes beyond the ocean
Sing his pain
In the brand does not love
No longer fall under the moonlight

Lia Helena Giannechini’s Copyright:
Copyright :: All Rights Reserved Registered :: 2012-03-27 10:44:11 UTC Title :: O silêncio como despedida / Lia Helena Giannechini Category :: Blog Fingerprint :: 3bac7a70c51dbfe35a16e3608430bf839c9474bfc43bcf1e49177f1204d1e455 MCN :: EACR9-KUVD3-8SETR

MEU CORPO CINGE TUA ALMA

Meu corpo cinge tua alma

Abraça tua calma

E me faz prisioneira 

Destes momentos de entrega

  

Minha doce ilusão

Se transforma em paixão

Chama ardente qual fogueira

Que atravessa noite inteira

Minha doce paixão

Deixa rastros em meu corpo

Que urge ser tocado

Em todos as reservas como cavalo alado

 

Meus sonhos seguem-te pelo universo

Num tapete mágico

Percorrem distâncias

Onde eu te acompanho além do oceano.

 

Minha vida vai além 

De tudo o que é cotidiano 

Busca em seu perfume

A inebriante chama do amor!!!

 

Imagem

ENGLISH´S VERSION

My body girds your soul

Hugs your calm

And make me a prisoner

These moments of surrender

 

My sweet illusion

Turns into passion

That fire burning flame

Crossing night

  

My sweet Passion 

Leaves traces in my body 

Urgent I need to be touched 

In all the reserves as a winged horse

 

My dreams follow you across the universe

A magic carpet

Ravel distances

Where I follow the ocean beyond.

  

My life goes beyond

Everything that is routine

Search on your perfume

A intoxicating flame of love

Lia Helena Giannechini’s Copyright:
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Copyright :: All Rights Reserved Registered :: 2012-03-07 10:40:06 UTC Title :: MEU CORPO CINGE TUA ALMA Category :: Blog Fingerprint :: 8b7f8661dd3e9dfe46c27eb5f6cc165ca9c1eeacd63ce6073209708082e93b06 MCN :: E5P3E-CSDV3-8UQHG
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Maldade Humana / Lia Helena Giannechini


Quero escrever sobre a maldade humana. É um tema difícil e polêmico!!!

A primeira vez que eu li algo que me fez muito sentido, foi num livro de um autor que escreve sobre a ligação de Hitler com o misticismo.  O “Despertar dos Mágicos”, 1960 por Louis Pauwels e Jacques Bergier. Mas seu resumo diz que pela experiência de Hitler no mundo, compreendemos a maldade. Ela é algo que nos pega de surpresa. Que não esperamos. Que não estamos atentos a ela. E por ser algo que não pensamos que poderia acontecer, ficamos à mercê de quem faz a maldade.

O autor descreve esta sensação de estar vulnerável às forças do mal, por uma ingenuidade, uma falta de preparação do ser humano compreendê-la.

Na época eu me identifiquei bastante com este retrato. Ela era uma das questões que mais me fazia pensar. Porque o ser humano precisa ser mau, e quando ele o faz como nos surpreende, e como percebemos esta nossa vulnerabilidade???

Pensando nisto eu compreendo que a maldade vem antes do reconhecimento da persona e de seus papéis no mundo.

Ao nascermos nosso mundo é caótico e indiferenciado. Reagimos a tudo e a todos com os mesmos comportamentos. Se nos produz dor, choramos, se nos dá satisfação, rimos e brincamos.

Aos poucos estas reações vão sendo acrescida de uma relação próxima e acolhedora. Reconhecemos a mãe e o alimento que nos sacia a fome. Reconhecemos também as dores, que nos fazem chorar ou berrar por horas.

Mas o sistema nervoso vai amadurecendo e propicia o aprendizado do reconhecimento deste  binômio de relação afetiva : mãe e filho se tornam uma unidade, que se auto regula. São as primeiras reações de choro que transmite sua expressão ao mundo. Ou de sorrisos, com alegria ao reconhecer a mãe, ou seus cuidadores.

Esta relação se atualiza a cada etapa do desenvolvimento e do crescimento deste bebê.

Aos poucos surge a presença do si mesmo, compreendendo partes de próprio corpo como diferente do mundo de fora. Mas não existe um pensamento ainda, é apenas uma reação do sistema nervoso que agora começa a compreender as diferenças do mundo de dentro e do mundo de fora.

Além de experimentar uma série de reações particulares em função de como é sua relação com a mãe e seus cuidadores. Aí existe uma impressão que fica cunhada em nosso psiquismo. Cunhar é um termo utilizado por Konrad Lorenz, pai da etologia, quando temos um imprinting em nosso organismo que nos faz reagir ao mundo desde os primeiros momentos de vida. É assim com os patos que bicam para sair do ovo e encontram a mãe que os chocam e as segue por ser a primeira visão que tem no mundo.

O imprinting tem seu lugar como organizador de nosso psiquismo, e das suas reações.

Ao chegar à fase dos dois anos, já experimentamos a sensação de nosso eu funcionando no mundo. É comum a criança falar: é meu!!! Quando tomam um brinquedo de sua mão. Mas ela ainda não reconhece todo o seu Eu. É preciso trocar de papéis com tudo que a cerca, para saber pela experiência quem é o de fora, como ele reage, e quem é o de dentro, que agora começa a se construir. Nesta fase ela brinca de imitar os adultos, brinca de trocar de lugar, ou de roupa, sapato com os pais e cuidadores.

Nesta etapa  aparece uma reação muito própria do ser humano. O ciúmes. Ele é o grande motor para atravessarmos a linha de nossa maturidade plena. Através dele, sentimos o mundo como um palco que está nos tirando o próprio lugar. Não conseguimos fazer o nosso palco ser nosso e depois achamos que o palco dos outros é muito melhor do que o nosso. Surgindo a inveja.

O caldeirão fervente é bem apropriado para depois desenvolvermos as reações de inveja patológica, ciúmes doentio, doenças mentais e a nosso tema deste artigo a maldade.

Temos nesta fase duas possibilidades de reação: a criatividade, nos tornando um ser especial que reage em todos os momentos com seu psiquismo natural, ou reagimos nos defendendo das dores que o ciúmes e inveja provocam. Fazendo então, uma reação a tudo o que dói, desviando sempre do caminho do sofrimento.

A maldade entra então em cena. Preciso fazer o outro se machucar, porque eu me sinto machucado, fragilizado, e não consigo enfrentar esta dor. E aí entra esta ingenuidade, esta despreparação que a maldade faz. Ela desconstróe o nosso mundo natural. Reagimos ao mundo pela nossa dor, atacando o outro como um objeto que queremos destruir. Para isto é preciso que o surpreenda e assim ele passa a ser foco de nossa atenção. Até chegar ao ponto onde sabemos seu ponto fraco, suas reações de fraqueza.

Eu estava brincando com meu neto, nestes dias. Ele queria assistir patati patata no computador. Mas pegamos outro desenho da Mônica. E ela é uma pestinha!!! Ele ficou bravo comigo e escondeu o celular, que eu levei algumas horas para achar. Como ele sabia o que me atingiria?? Ele já está me observando, e começa, a saber, meus pontos fracos.. Danado, ele!!! Ele só tem dois anos e meio!!! Mas já sabe como me atingir.!!!Sua reação de maldade, ficou bem visível para mim. Se não me der o que eu quero eu vou te atingir. Este é o recado dele!!!

No mundo todos somos maus em algum momento!!! Sabemos como atingir o outro em suas dores. Mas ao tornarmos adulto, escolhemos não usar estas artimanhas para destruir os outros. Nossa compreensão vai além disto. Mas, uma mulher enciumada de um marido que a trai, pode usar desta força para atingi-lo. Uma irmã que se sente prejudicada no seio da família, pode usar esta maldade contra irmãos. E todos nós dentro da família já sofremos estes ataques.

A maldade humana escolhe seu alvo na inconsistência de nossa Persona. Ela tem como palco o teatro da vida. E como plateia os sabores da vingança.

O antigo testamento está recheado de histórias de um Deus vingativo, que traz os fenômenos naturais como castigos ao homem por seus pecados. E assim o homem aprendeu a ver nos caprichos da natureza a vingança como aliada de suas rezas e manobras contra os inimigos.

Daí a maldade ser tão corrente, e tão disseminada em nossa sociedade. Eu tenho um conto, chamado Pedrinhas Cintilantes, que sairá em breve, numa coleção de contos chamados Doido, Eu?? Sobre mendigos e andarilhos. A organização do livro é de Lucinda Prado. Neste conto, um prédio desaba em Piracicaba, no centro da cidade, e tudo em volta vira um caos. O menino que foi comprar pão na padaria, perde a mãe e seus familiares. Um homem maldoso vendo o caos, resolve se aproveitar da situação e oferece a mão para o menino que vê o prédio desabado. E assim, começa a história, de uma tragédia, seguida de um rapto, e depois todos os abusos infantis de uma criança que perde seus familiares numa tragédia e fica sozinha no mundo…

Porque as pessoas necessitam se aproveitar das fraquezas humanas para benefício próprio???

É quando suas próprias fraquezas ainda não puderam ser compreendidas e aceitas. É preciso atacar o que percebemos mais fraco do que nós para termos a sensação de fortaleza. E nos alimentamos destas sensações de fortaleza falsa, destruindo o que vemos nos outros, como fraquezas. Além de saborearmos a vitória (passageira, é claro) mas com sinal de revanche pelo que sabemos que causamos de mal no outro. Vingança é uma força. Embora ela seja passageira, porque nos alimentamos do que é a fraqueza do outro. Nossa atenção, não são as capacidades, mas as fraquezas que reconhecemos como uma vitória.

O mundo está recheado deste tipo de relação. Shakespeare era mestre em desvendar estes tipos de relações, trazendo uma gama de personagens que até hoje buscamos compreender.

A alma humana ainda passa pela evolução de seus sistemas. E dentro deles a maldade se constitui uma força que destrói o que não podemos vencer. Nossas próprias fragilidades. Elas  é que falam mais alto,  quando necessitamos nos vingar.

Lia Helena Giannechini’s Copyright:
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Farol / Lia Helena Giannechini

Farol

 

http://imagensdecoupage.blogspot.com/2009/04/belas-paisajes.html#comment-form

 

Sou tudo,

E sou nada também.

Sou simples

E complexa assim.

Tenho um coração

Maior que a razão,

Quando penso,

O universo

É meu anseio.  

 

Sou amada

Por tantos,

E odiada por poucos.

Onde passo

Faço transformações.

Vivo intensamente,

Laço a paixão,

Que se esconde

No seio

De quem cinge

Este meu olhar.

 

Alimento da alma

Os sentimentos.

Gosto mesmo

É da boa prosa.

 

Navego pelas almas

Como um farol,

Que alumia,

O profundo de um ser.

Cavalgo ao lado,

Se na tristeza trombar.

Sou porto,

Dos que carecem.

 

Não sou perfeita,

Apenas feita,

De erro e acerto,

Mil caminhos invento.

E assim navego

Por mares turbulentos,

De almas

Que sofrem,

E caçam uma âncora

Para ser feliz..

 

E eu,

Sou feliz???

Quando no

Aporte da vida,

O portal do âmago

De quem eu amo,

Abre-se numa essência,

Flor que resplandece

Os desígnios interiores.

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Copyright :: All Rights Reserved Registered :: Mon Feb 06 00:47:24 UTC 2012 Title :: Farol / Lia Helena Giannechini Category :: Blog Fingerprint :: e41eba88ba76aa3bc2f1464968a6b9a58b6ae7ba3dcefa218cc8b926d373f665 MCN :: EF5L2-QG88G-EGM5F

 

Seu olhar penetra minha razão / Lia Helena Giannechini


Seu olhar

Penetra minha razão,

Destitui,

Meus sonhos

Com paixão,

E me faz sentir Nua,

Tão sua,

Linda,

Como uma flor,

Que abre seu botão

Para perfumar

Com seu olor

Inebriante

Um doce

Jardim do amor..

Seu sorriso

Suspende minha emoção

Deixa um rastro de desejo,

Misturado Com paixão

De um corpo que te quer

E que ao seu lado

Carece permanecer

Para um gozo eterno

De felicidade suprema

Açoita a vida,

E deixe sua marca

Cunhada

Em meu ser

Mulher

Só você,

Com sorriso

E olhar penetrante,

Corpo lindo e cativante

Deixa-me desvairada

Com as fantasias

Que confessam

Ao te ver tão doce,

Calmo e gentil..

A esperar por mim,

Nesta solidão

De um dia ter

O grande amor

A povoar

Meus recantos mais calados

Para sempre ao seu lado

Viver o

Êxtase desenterrado

English

 His look

Penetrates my reason,

Strips, my dreams

With passion,

It makes me feel nude

So you, beautiful

Like a flower,

That opens your button to perfume

With its smell heady a sweet

Garden of love ..

His smile

Suspends my emotion

Leave a trail of desire,

Mixed with passion

In a body that you want

And that in turn needs remain

For an eternal joy

Of supreme felicity

Scourges’ life

And leave your mark printed

Women

In my life

Only you,

With your smile

And stare,

Body beautiful and captivating

Let me mad

With the fantasies

Who confess

When I see you so sweet,

Quiet and gentle ..

The wait for me,

In this solitude

To one day have

The great love

The charm

My quiet corners

Forever by your side living

The ecstasy unearthed 

Lia Helena Giannechini’s Copyright:

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Copyright :: All Rights Reserved Registered :: Tue Jan 24 00:36:56 UTC 2012 Title :: Seu olhar penetra minha razão / Lia Helena Giannechini Category :: Blog Fingerprint :: f5b820573860a28dfc63a83772bcc77edc83fbaf5549b1d605ecd8af9cf3b5e2 MCN :: E21LW-TLGEK-S91F3

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